segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Resenha [#17] : Battle Royale, de Koushun Takami

Editora : Globo Livros

Páginas : 664

ISBN : 9788525056122

Skoob : aqui.

Sinopse : Em ‘Battle Royale’ o autor se aprofunda com mais vigor no desenho psicológico dos numerosos personagens – a turma de estudantes tem 42 pessoas -, trazendo à tona informações sobre a história de cada um como forma de explicar seu comportamento e suas reações diante dos perigos do jogo pela sobrevivência. Na batalha de todos contra todos, há os que enlouquecem, os que se revoltam, os que extravasam os piores instintos, os que buscam se alienar – e até os que assumem com prazer a missão de eliminar pessoas que horas antes eram colegas de classe. Nesse ambiente, o fio do suspense se mantém esticado o tempo todo – é possível confiar em alguém? Do que um ser humano é capaz quando toda forma de violência passa a ser incentivada?


     Olá pessoal, tudo tranquilo ??

    Como esse continua sendo um blog de uma leitora, hoje trago para vocês a resenha de Battle Royale, um dos livros mais incríveis que já li, se não for o mais.
     O livro começa com uma introdução do que é Battle Royale a partir da visão de um fã de luta livre. E em seguida as coisas já acontecem muito rápido. A história se passa na República da Grande Ásia Oriental em 1997, onde predomina um tipo peculiar de socialismo estatal e isso faz com que as regras sejam muito ríspidas. A religião pode ser cultuada desde que moderadamente. Muitas músicas estrangeiras são proibidas. E anualmente, uma turma do nono ano é selecionada para lutarem entre si até a morte com os objetos e mantimentos que recebem dentro de uma mochila, com o objetivo que no final reste apenas 1 estudante vivo. O programa é divulgado como um experimento militar para ver quanto tempo leva para o jogo acabar (já que se dentro de 24 horas não houver mortes as coleiras presentes no pescoço de cada um explodirá). Mas a verdade é que serve para deixar a população com medo o suficiente para não se rebelarem contra o Supremo Líder.
     Eu queria muito ler esse livro porque uma hater de Jogos Vorazes todo dia publicava queixas falando que era uma cópia. E fiquei muito surpresa a o ver que na página 50 já tinha gente morta.
      Achei que ia me perder em tantos nomes, ou nem saber de quem se tratava já que são 21 meninos e 21 meninas, mas fica bem fácil de entender com a lista de chamada no começo do livro e depois de citar cada nome também vinha a informação entre parenteses de em que lugar da lista estava esse aluno. Outro artefato que auxiliou para a localização é um mapa, assim da para entender onde eles estão e onde não podem ir.
     Cruel e incrível são ótimas palavras para definir esse livro que quase escorre sangue das páginas. Do primeiro momento que peguei o livro só fui terminar quando cheguei na página 247 porque é muita coisa acontecendo a todo momento. E de olhar o tamanho do livro e imaginar que ainda tem mais coisas para acontecer da até um certo tipo de desespero. Para mim principalmente quando o autor levava 2 páginas apenas para descrever a disposição dos móveis em um ambiente ou o sonho de um dos participantes. Não conseguia me concentrar ! Jovens estavam se matando mas ele reservou um tempo para me contar o que um deles sonhava.
    Lamentei também por em grande parte do livro o foco ficar em Shuya Nanahara, Shogo Kawada e Noriko Nakagawa, pois haviam várias mentes brilhantes para serem exploradas ali.
     Mas fora isso, adorei tudo ! A diagramação é ótima ! Você lê uma página e parece que já passou um capítulo inteiro. E o final.. Fiquei sem fôlego ! Foi surpreendente. Não sabia mais no que acreditar, era como se houvesse um participante imortal haha E mais curioso ainda é ver que tudo se encaixa. Tem uma informação no começo do livro que eu já tinha quase esquecido depois de tantos acontecimentos que voltei para conferir e fiquei ainda mais maravilhada com a engenhosidade do autor.

     Não da para negar que há muitas semelhanças com a Trilogia Jogos Vorazes, mas Suzanne Collins conseguiu ir mais além e planejar a revolução, mas seria uma ofensa para qualquer um dos dois dizer que são iguais, pois com certeza são muito grandes, mas cada um em sua perspectiva.
Super recomendo o livro ! Se já leu ou tem vontade ou não, me conte nos comentários !
Beijos, Rapha <3

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