sexta-feira, 17 de abril de 2015

Resenha [#14] : Mentirosos, de E. Lockhart

Editora : Seguinte

Páginas : 272

ISBN : 9788565765480

Skoob : aqui.

Sinopse : Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.


Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.


           Olá pessoas !
           A resenha de hoje é desse livro que é incrível na maldade que trás.
          Comecei a ver a capa dele no ano passado quando foi lançado, e via muito as pessoas comentando, mas nunca tinha parado nem sequer para ler a sinopse. Então em um belo dia de janeiro, fui em um clube do livro aqui na minha cidade e falaram super bem desse livro, e mais, que a última página era proibida, pois ela revelava todo o suspense do livro. E então eu comecei a ler e por algum motivo que não me lembro qual tive que parar a leitura e só voltei a ler de onde parei um mês depois. Estava quase perdida então comecei a usar o mapa que vem nas primeiras páginas para poder voltar para a história de vez.
        Agora vocês conhecem os membros da família. Quando comecei a ler, a impressão que tive é que a história acontecia lá por 1890, onde o dinheiro que possuíam definia quem eram. Esses eram os Sinclair : uma família rica, tradicional e renomada, que preza pela aparência que apresentam aos outros. Pelo menos é assim que Candece, a protagonista, nos apresenta para sua família. Nenhum Sinclair é uma pessoa ruim. Nenhum Sinclair sofre. A resposta para qualquer pergunta é que são normais e para qualquer atitude precipitada a repreensão é : recomponha-se.
          Bem, digamos que quem "comanda" a família é o avô dela, Harris, já que é o membro mais antigo da família e que possui mais bens. Ele tem uma ilha particular na costa de Massachusetts, a Beechwood, onde construiu uma casa para sí e uma para cada uma de suas três filhas. Algo que achei curioso é que cada casa tem um nome, e foi aí que voltei a usar o mapa para me localizar qual era de quem.
         Talvez nessa foto que peguei na internet não dê para ler direito, mas é "dividido" mais ou menos assim : Windemere é a casa de Penny, a mãe da Candece, que fica ali na parte superior do mapa, a "primeira" lá em cima. Logo ao lado direito dela, fica Cuddledown, que é a casa de sua tia Bess. Mais abaixo se encontra Red Gate, que é a casa da tia Carrie e a grande Clairmont é a casa mais inferior a esquerda, a mesma também desenhada na imagem da árvore genealógica da família. 
         É nessa ilha que sua família costumava passar os verões, junto de seus primos Mirren e Johnny, e Will, o filho do namorado de sua tia. Os quatro formavam os mentirosos e por isso era tão agradável passar as férias lá. Até o dia em que algo aconteceu. Um acidente, que Candece sofreu quando tinha 15 anos e não consegue se lembrar do que houve, mas que mudou as coisas completamente, pois já no verão seguinte, ela vai para a Europa para ficar afastada da illha.
          Depois disso, Candece também muda. Ela para de dar tanta importância ao dinheiro e aos bens que possui e como prova disso ela começa a doar tudo o que tem para quem precisa daquelas coisas mais do que ela, assim como ela mesma descreve. E isso inclui desde os seus livros até o seu travesseiro. E também, como sua família é tradicional americana, ela era loira mas devido a tudo o que acontece ela pinta seu cabelo de preto.
       Acredito que o impulso de qualquer um quando ocorre um acidente, é perguntar o que aconteceu. Mas as pessoas ao redor de Candece além de cansadas de contar, agora seguem a risca a recomendação do médico para deixar que ela se lembre sozinha. E é o que ela tenta fazer no verão em que tem 17 anos: voltar para a ilha e juntar suas memórias.
       O livro é contado por ela no presente, as coisas que está fazendo e também tem os flashbacks que ela tem do que aconteceu no verão dos 15. Uma das coisas que ela lembra, por exemplo é que ela e Will haviam declarado seu amor um ao outro, e ela lembra de como seu avô não aprovava nada disso por ele "não ser como ela" (loiro, rico e de uma família tão renomada como a dela). Ela lembra também que sua mãe e suas tias brigavam constantemente sobre as casas na ilha ou na verdade sobre qualquer coisa, e não sei dizer se ela lembra o porque ou se simplesmente descobre o motivo.
     E o mais triste provavelmente é saber que nenhum dos mentirosos respondeu aos seus e-mails quando estava na Europa, como se além de não estar na ilha ela tivesse mesmo que ser excluída.
       O final é surpreendente ! Eu jamais esperei que significasse isso e completo o que a menina do clube do livro disse : não é proibido ler só a última página, mas os dois últimos capítulos inteiros ! Para mim é difícil não comparar esse livro ao "A menina que não sabia ler", que eu também achei incrivelmente bom. Chega a ser insano !
        Enfim, super recomendado ! Se já leu, me conte nos comentários o que achou ! E se não leu, me diga se eu consegui fazer você entender o quão bom é esse livro.
Beijos, Rapha

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Obrigada pelo recadinho ! Assim que ler eu respondo, beijinhos ;*