sexta-feira, 30 de maio de 2014

Resenha [#10] : As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky

Olá,
Não sei se é possível resenhar esse livro, pois me envolvi muito com ele. Certamente mais do que deveria, então decidi contar para você, meu novo amigo, como se fosse uma carta. Assim como as cartas do Charlie no livro.
Eu não pude perceber quando foi que fiquei tão íntima do Charlie, mas acredito que tenha alguma relação ao fato de que as cartas que ele escreve se tratam de seu dia-a-dia, a partir do seu ponto de vista.
Então eu conheci Charlie, um menino de 15 anos que não está completamente bem, podemos ver isso quando ele começa sua história contando que seu melhor amigo cometeu suicídio. Pude sentir a dor dele de perder um amigo. Ok, com certeza não chega nem perto de ser a mesma coisa, mas me senti horrível por ele, só de pensar. Enfim, acho que é natureza de todo ser humano após perder algo, ir atrás de outra coisa que possa substituir o que perdeu, e assim Charlie faz amigos. Pessoas muito diferente dele no começo mas ele vai se enturmando. Pessoas mais velhas que ele, mas ele vai crescendo e junto com ele vamos acompanhando suas escolhas e as consequências de cada uma delas.
Charlie vê muitas coisas, mas não fala nada. Charlie é infinito. Charlie é invisível. E tanto para mim, como para o autor (acredito que seja a opinião do autor pelo título que ele deu ao livro) isso é uma vantagem.
Ele escreve as cartas como meio de refúgio, já que não se comunica muito, e está tentando mudar e passar a interagir e participar mais. Nosso protagonista não expõem para as pessoas perto dele sua dor, pois aprendeu a ser assim porque há casos piores. Mas será que só porque poderia ser pior, não é ruim o suficiente ?
Ler as cartas dele me fez pensar que há outros jovens no mundo na mesma situação que ele, e eu gostaria de poder ajudar cada um de alguma forma.
Confesso que em algumas épocas de minha vida cheguei a escrever cartas sem um remetente certo, mas nunca cheguei a envia-las. Apenas escrevia e depois rasgava.
Acredito que conhecer a história de Charlie, fictícia ou não foi tão tocante para mim pois ele é muito sensível, e ler o diário dele por meio das cartas me sensibilizou também.
Aprendi muito com esse livro, depois da primeira leitura ainda reli mais duas vezes e é o livro que ainda vou ler muito (acredito que sim pelo menos).
Talvez algum dia volte a fazer uma outra carta como essa, abrindo meu coração, mas não posso prometer.
Sendo assim, até qualquer dia!

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Obrigada pelo recadinho ! Assim que ler eu respondo, beijinhos ;*